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No Brasil, onde o Pix movimentou mais de R$ 1,6 trilhão apenas em setembro de 2024, a segurança digital tornou-se prioridade absoluta. A Inteligência Artificial (IA) está sendo usada para monitorar transações em tempo real e identificar atividades suspeitas, como tentativas de golpe. 

Sistemas de machine learning analisam padrões de comportamento e notificam automaticamente os clientes em caso de transações fora do padrão. Além disso, o uso de IA no Brasil para detecção de fraudes pode reduzir os prejuízos de mais de R$ 2,5 bilhões anuais causados por crimes cibernéticos em instituições financeiras. Soluções que combinam IA com biometria facial e comportamental aumentam a precisão na identificação de fraudes e ajudam a desarticular redes criminosas, um desafio crescente no país.

Eficiência operacional e melhoria nos fluxos internos

No contexto brasileiro, a IA otimiza processos críticos, como análise de crédito e concessão de empréstimos. Com o crescimento de fintechs de crédito, como Creditas e outras, a automação baseada em IA tem acelerado a aprovação de financiamentos, reduzindo prazos que antes chegavam a semanas para poucos minutos. 

Internamente, bancos tradicionais estão adotando IA para otimizar call centers e gerenciar reclamações no Banco Central. Por exemplo, ferramentas de IA analisam interações de clientes, resumem chamadas e automatizam respostas, diminuindo o volume de demandas repetitivas e liberando atendentes para tarefas mais estratégicas. Isso é fundamental em um país onde 75% dos brasileiros utilizam serviços bancários digitais.

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Personalização e engajamento do cliente 

Com a popularidade de bancos digitais e fintechs no Brasil, a personalização tornou-se um diferencial competitivo. A IA pode analisar os dados financeiros de milhões de brasileiros para prever comportamentos, sugerir investimentos ou oferecer melhores condições de crédito. Um exemplo já em prática são os cartões de crédito personalizados, que ajustam limites automaticamente com base no histórico financeiro do cliente.

Além disso, a IA está facilitando o acesso a serviços financeiros para uma população historicamente desbancarizada. Robo-advisors e chatbots, como o assistente virtual do Banco do Brasil, fornecem orientações financeiras personalizadas em linguagem simples, ajudando clientes a planejar seus gastos e investimentos. Isso é especialmente importante em um país onde 40% da população ainda não possui educação financeira adequada.

Colaboração e ética na adoção da IA

No Brasil, a implementação de IA em bancos exige atenção a questões regulatórias, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Bancos e fintechs precisam garantir que os dados dos clientes sejam tratados com transparência e segurança, evitando preconceitos e discriminação na concessão de crédito ou nos atendimentos.

A colaboração entre equipes multidisciplinares – cientistas de dados, especialistas em compliance, gestores de risco e líderes de negócios – é essencial para alinhar a IA às necessidades do mercado. Além disso, iniciativas como a criação de frameworks éticos por parte da Febraban já estão guiando o uso responsável da IA no setor bancário brasileiro.

 

Equipe Diletta

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